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En el Tolima

 

Héctor Roberto Chavero Aramburu, foi um cantador, violonista, poeta e escritor argentino, nascido no Campo de la Cruz, vilarejo rural de Juan Andrés de la Peña, município de Pergamino, ao norte da província de Buenos Aires, Argentina, em 31 de janeiro de 1908 e falecido em Nîmes, cidade no sul da França, em 23 de maio de 1992.
Filho de pais crioulos argentinos de antepassados basco e sírio, passou sua infância no município de Junín, onde seu pai era um ferroviário.
Aprendeu a tocar violão com o concertista Bautista Almirón, conhecendo e estudando as obras de Sor, Albéniz, Granado, Tárrega, Schubert, Liszt, Beethoven, Bach, Schumann…
Viajando pelos campos da Argentina, conheceu a música, os rítmos e os instrumentos populares argentinos.
Ainda adolescente, adotou o “nome artístico” de dois antigos soberanos incas, Atahualpa (Ata=vir, Hu=longe, Allpa=terra) Yupanqui (dizer, contar): “O que vem de longe terra, a dizer… a contar”.
Órfão de pai, tornou-se arrimo da família, trabalhando como jogador de tênis, lutador de boxe, jornalista, mestre de escola, tipógrafo, cronista, músico e, fundamentalmente, tornou-se agudo observador da paisagem e do ser humano.
Participou da fracassada rebelião dos Irmãos Kennedy em 1932 contra a Ditadura do General José Felix Uriburu (que tomara o poder constitucional por meio de golpe militar em 1930), exilando-se em seguida no Uruguai.
Retornando à Argentina, percorreu novamente o Altiplano em busca de testemunhos das velhas culturas aborígenes, inclusive em lombo de mulas.
Por ser filiado ao Partido Comunista, sua obra sofreu intensa censura por parte do Governo de Juan Perón (eleito em 1946), tendo sido detido e encarcerado várias vezes.
Em 1949 Atahualpa vai para Paris, onde, com apoio de Edith Piaf, torna-se conhecido e aplaudido, atuando então em toda a Europa. Voltando à Argentina em 1952, percorreu o país sempre buscando conhecer e aprender a música e a vida de seus conterrâneos do interior, pobres e oprimidos.
Na década de 1960, de intensa crítica e busca de identidades e raízes nacionais, suas canções se generalizaram no meio musical dos jovens artistas da América Latina, como Violeta e Angel Parra, Victor Jara, Alberto Cortez, Alfredo Zitarrosa e Jorge Cafrune, que o tratavam como “Don Ata”.
Entre 1963/1964 realizou uma turnê pela Colômbia, Japão, Marrocos, Egito, Israel e Itália.
Em 1967, após vários concertos pela Espanha, radicou-se finalmente em Paris, alternando estadias em sua fazenda (los pagos de su querencia) em Cerro Colorado, na província de Córdoba, Argentina, onde foram enterradas suas cinzas após seu falecimento em Nîmes, na França.

Mais informações sobre a biografia de Atahualpa Yupanqui podem ser encontradas no sítio da Fundação Atahualpa Yupanqui:

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